Publicado por: Dirceu Rabelo | 18/03/2010

SAUDADES DE GORORÓS

 

  SAUDADES DE GORORÓS

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Dirceu Thomaz Rabelo 

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Gororós! Voltei,  como tenho voltado sempre.

Vim rever velhos amigos, nem tão velhos assim

Que bom chegar lá do alto e avistar tuas calmas e saudosas ruas;

Poucas convenhamos, mas longas o bastante para torná-las muitas.

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Que contraste de teu frio intenso na festa da Padroeira,

Com o calor da amizade de teu povo festeiro e amigo!

Que gente sorridente, receptiva, amorosa, cativante.

Não há quem visite esse paraíso que não queira criar adjetivos para defini-lo.

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Gororós, onde minha infância fluiu como as águas do ribeirão Sant’Ana,

Que se vão, mas retornam depois de longo serpentear, à mesma fonte.

(Nunca admiti que suas águas, hoje escassas, se fossem para sempre).

Pelo menos, faço questão disso, na minha infanto-poética imaginação.

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Gororós! Tribo indígena? Cachoeira que fazia esse barulho?

Daí seu nome que sua própria gente tenta adivinhar…

Nada, ninguém sabe explicar com certeza tal embrulho,

Este nome gostoso que todos nós gostamos de pronunciar.

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Gororós, que não deixou pistas para os historiadores da origem de seu nome,

Pelo simples fato de ser diferente, desde o jeito meigo de sua gente simples,

Até na sua vocação política que define resultados e, portanto exige respeito.

Distrito, sim! Mas, Gororós nunca se curvará ao dominador, ao colonialista.

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Responses

  1. amoooooooooo de mais gororo´s

  2. amo demais…………….

  3. Nós amamos Gororós, querida Taynara e acho que não há quem conheça nosso cantinho sagrado, e não o ame para sempre.
    Um abraço fraterno deste poeta que já brincou muito pelas calmas ruas de nosso Gororós.

  4. Gororos, meu avô veio desta cidade trazendo o sobrenome Thomaz. Estive aí uma vez, o suficiente pra nunca mais esquecer.

    • Caro Rodrigo,
      Se seu avô que é Thomaz saiu daqui de Gororós, com certeza é meu parente e, portanto, você também tem parentesco comigo. Sou o autor deste poema pois passei grande parte de minha infância no distrito de Gororós, mas eu sempre morei em Dom Joaquim. Amo aquele lugarzinho sagrado e sempre que posso vou lá para ver aquela gente linda e suas poucas e preciosas ruas e a pracinha da igreja.
      Grande abraço deste seu primo!
      Dirceu Thomaz Rabelo


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