Publicado por: Dirceu Rabelo | 11/08/2010

Licença Poética

Licença Poética

                                  Dirceu Rabelo

 

Se me derem por um tempo

Uma pequena licença poética

Saio sozinho, por aí à toa

Sem nada fazer, numa boa.

 

Talvez a beber uma grande dose

De minha crônica preguiça a mais

Coisa de se medir com fita métrica

E para se arrepiar, de tão tétrica.

 

Não me sentarei no banco da praça

Senão, terei rompantes de poetar.

Não olharei nem de relance para a lua

E nem sairei a caminhar pela deserta rua.

 

Ficarei louco para fazer besteiras

E numa dessas, poderei me exceder

E com uma almotolia irei sua junta untar

Coisa de maluco que quer desemperrar.

 

Porque senão, imediatamente

Começarei a ter desejos de rimar

Lua com marte e cavalo com potro.

Cara de um, focinho do outro. Não!

 

Pronto! Acabou-se a licença poética!

Agora, voltei a ser um poeta comum.

Desvencilhei-me, mas sou ainda mais um,

A vagar entre as palavras e a fonética.

Obs.) Este poema foi publicado no blog da “Associação Internacional dos Poetas del mundo” no dia 12 de agosto de 2010, como nos informou a presidente do órgão, Sra. Delasnieve Daspet.

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