Publicado por: Dirceu Rabelo | 11/08/2010

Marujeiro, Marujada

Marujeiro, Marujada

                                        Dirceu Rabelo

 

Vem sanfoneiro dar o primeiro toque

E o caixeiro um repicado surdo

Os dois calafatinhos já estão de pé

Porque o mestre quer os marujeiros só.

 

O contra mestre apitou de lá

Quer todo mundo perfilado já

Pois já é hora de sair dançando

E a marujada se põe a cantar.

 

Dê mais um repicado forte

Agita muito este seu capacete

De longas fitas multicoloridas

Marujeiro, marujeiro, marujeiro só!

 

Ô de casa dá licença! Sou filho de Nossa Senhora!

Ô de fora pode entrar! Somos filhos de Nosso Senhor!

Sou marujo, sou decente e no coração só tenho amor.

Tou chegando pra visitar, mas é pouca a nossa demora..

 

Em uma fila um saiote azul;

Na outra, já é vermelho o tom.

E nas canelas os chocalhos vibram,

Cadenciando e marcando o passo.

 

Volta Marujada, volta depressa!

Que lá “em cima” o Bento Mateus

Já combinou com o bom Pio e Zé Preto

Que estarão juntinhos quando isso se der.

 

E quando os marujos subirem da Rua de Baixo

Para chegarem à Matriz, em meio à multidão,

Lá estarão eles em espírito, no ar, rodopiando,

Por sobre a Marujada, colorida, em perfeita evolução.

 

Dom Joaquim, 07 de agosto de 2010.

 

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