Publicado por: Dirceu Rabelo | 13/10/2010

A Síndrome de Burnout

 

A Síndrome de Burnout

Dirceu Rabelo

 

Nas minhas horas de folga costumo ver na televisão programas educativos, e num desses programas da TV Escola (O Canal da Educação), deparei-me com a vida atribulada do grande compositor russo Shostakovich que morreu em 1975 em Moscow, de falência cardíaca. Aquela biografia sem paz me impressionou muito.

Dias depois, no “Jornal Hoje”, da TV Globo, os apresentadores falaram sobre a Síndrome de Burnout; além de eu ter associado a síndrome ao compositor russo, aquela “carapuça” serviu em mim também. Daí, então, resolvi estudar o assunto e consultei várias fontes, principalmente a Wikipédia.

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como “(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”.

Descrição

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.

A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão. Foi o caso de Shostakovich que ainda sofreu a perseguição de vários dirigentes russos.

Estágios

São doze os estágios de Burnout:

– Necessidade de se afirmar;

– Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;

– Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir e sair com os amigos começam a perder o sentido;

– Recalque de conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

– Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;

– Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;

– Recolhimento;

– Mudanças evidentes de comportamento;

– Despersonalização;

– Vazio interior;

– Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;

– E finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.

Sintomas

Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos.

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome.

Trabalhadores da área de saúde são frequentemente propensos ao Burnout. São também mais propensos ao Burnout, os taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas. Os estudantes são também propensos ao Burnout nos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior.

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Conclusão: VAMOS PEGAR LEVE MINHA GENTE? 

 Ilustração: Litografia de Salvador Dali – Girafa em Chamas

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