Publicado por: Dirceu Rabelo | 15/10/2010

Perdoar é como tirar uma faca do peito.

 

Perdoar é como tirar uma faca do peito.

Encontrar a palavra certa, em momentos difíceis, exige confiança no milagre da vida e na razão que justifica a existência da reencarnação.

Somente esta crença nos permite dizer sobre o sentido de tanta dor, de tanto desencontro, de tanto ódio.

Sabermos que a vida é um instrumento para encontrarmos pessoas afins e, principalmente, para resolvermos pendências, sentimentos e relacionamentos conturbados é a única justificativa que encontro para falar de perdão.

Perdão que não significa nos submetermos àquilo que pode nos fazer mal, nem esquecer o que nos prejudicou.

Superar este sentimento é como tirar, com a próprias mãos, uma faca cravada no peito.

É um ato de superação, de aprendermos a nos proteger sem ressentimentos.

De transformar o que aconteceu em experiência e crescimento.

Afinal, quem já não sentiu, um dia, que a raiva que alimentamos por outra pessoa está envenenando nossa vida, consumindo uma energia que poderíamos empregar de modo mais produtivo ?

Nas inspiradas palavras do médium James Van Praagh, “chega uma hora em que nosso coração, nosso corpo, nossa mente, tudo nos diz que continuarmos carregando a mágoa está nos prejudicando demais.

Que se insistirmos em manter aberta a ferida, em vez de deixar para trás o que passou, continuamos a reviver a dor e a raiva como se tudo tivesse acabado de acontecer.

Sofremos inutilmente e não progredimos”.

Manter aberta uma ferida emocional nos traz emoções e pensamentos negativos, que aumentam e se reproduzem até contaminarem todo nosso espaço.

Já o perdão liberta o coração, nos salva da posição de vítimas e nos devolve o comando da própria vida.

Viver sob a culpa, tanto quanto sob o ressentimento, nos impede de viver.

É paralisante e estéril” (do livro “Em Busca do Perdão”, Sextante).

O importante é saber que devemos determinar esta vontade.

O desejo de alcançar esta “cura”.

Perdoar não é algo que se faz pelo outro, mas um benefício a nós mesmos.

Há momentos, certamente, que estamos tão presos ao ressentimento e ao ódio, que perdoar nos parece a coisa mais difícil do mundo.

Mas, lhe digo que perdoar é, acima de tudo, um exercício diário.

É como se, dia a dia, fizéssemos um curativo num ferimento profundo e doloroso.

A ferida não desaparecerá rapidamente, mas ao cuidarmos dela com esta intenção, veremos a melhora da área ferida e sua paulatina reconstrução.

Saiba que o tratamento, em si, não é menos doloroso que o próprio ferimento, mas não enfrentá-lo agora é sujeitar o membro ferido (seu próprio coração) aos riscos da atrofia e da contaminação generalizada.

Tenha confiança e perseverança, e, principalmente, saiba que não está sozinha

*Postado por Lenita no Blog “Kardec Online” 

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Responses

  1. Tudo bem verdadeiro Dirceu.
    Gostei do teu espaço.
    Um abraço

  2. Que bom que você tenha gostado Malu! Nosso objetivo é esse: fazer com que os internautas tenham algo de bom para ler nos momentos de folga. Agora, partindo de você que é também uma blogueira de verdade, a coisa muda de figura. Obrigado mesmo!
    Vou visitar o seu blog e farei um comentário também.


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