Publicado por: Dirceu Rabelo | 26/11/2010

A procissão do mal.

 

 A procissão do mal.

 

Dirceu Rabelo

Vendo os noticiários da televisão e jornais sobre o terrorismo da bandidagem na Cidade Maravilhosa, meu coração se parte. Esses crápulas fazem parte de uma leva de espíritos do mal, ora encarnados aqui na terra (esperamos que por pouco tempo), manipulados por outros espíritos desencarnados, da pior espécie que habitam o umbral e estão aqui para fazer o mal e só o mal.

As imagens que vimos “ao vivo” ontem (25/11), quando os bandidos fugiam da favela Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, fazem-nos voltar a ser “irracionais” iguais a eles. Infelizmente, mesmo sendo espírita, confesso que torci para que uma rajada de metralhadora parasse aquele contingente do mal que fugia do cerco dos policiais do BOPE, se deslocando como formigas cortadeiras.

Tenham certeza de que o bem vencerá o mal. Ontem mesmo, o “Disque Denúncia” da Polícia Militar carioca recebeu milhares de telefonemas importantes, de pessoas passando dados sobre o paradeiro desse bando de covardes que levam o pânico à população do Rio de Janeiro. O povo maravilhoso do Rio já não aguenta mais a convivência com os bandidos, nem mesmo os moradores das favelas que se sentiam “seguros” com eles por perto.

Mas qual é o objetivo deles, com esse terrorismo todo? Com a criação das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora, eles estão perdendo seus pontos de venda de drogas; com a queima de veículos e outras atrocidades, esperavam ter de volta seu espaço onde pudessem vender suas drogas que desgraçam jovens e, consequentemente, famílias. Se deram mal e a coisa está preta para o lado deles.

No meio do fogo cruzado.

Lembro-me que em certa ocasião, para gravarmos uma cena na subida do morro da Mangueira, a TV Educativa pediu licença à dona Zica, esposa do compositor Cartola e à dona Neuma, as duas já falecidas, para subirmos o morro. Quando chegamos lá, ficamos na casa de dona Zica que mandou um garoto levar um recado para alguém lá na subida da favela. Daí a pouco o garoto voltou e ela liberou a subida. Quando subimos, passamos por um ponto de venda de drogas e lá estavam os bandidos armados até os dentes rindo para nós, todo mundo “doido” e fazendo “OK” com o dedo polegar. Fizemos as gravações e demos no pé.

Em outra ocasião, na Favela da Maré, estávamos gravando uma externa das “Aventuras do Tio Maneco”, com Flávio Migliaccio, quando começou um tiroteio, assim do nada. Eu estava dentro da Associação dos Moradores fazendo maquiagem, e só vi quando subiram uns 15 homens correndo e foram até a parte de cima do imóvel e de lá voltaram empunhando “tudo de bom” em termos de armamentos modernos para a época (1988). O tiroteio foi rápido e o bando invasor caiu fora, deixando um deles morto. Quando o Flávio mandou desmanchar o cenário, o chefão do tráfico falou: Nada disso! Vai gravar até o fim. Não houve nada, só uns tirinhos. E a gente ficava ali tomando cerveja com os caras, pensando que eles fossem gente boa…

 

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Responses

  1. É de doer o que estamos vendo , mas o Rio de Janeiro continua lindo! Os cariocas estão amparados pelos braços abertos do Cristo Redentor.

  2. No dia que eu redigi este texto, Iramaia, eu o fiz como se carioca fosse. Aliás, eu me considero meio carioca e morro de amores pela Cidade Maravilhosa e a defenderei enquanto tiver vida e reencarnar por aqui. Aqueles marginais levaram um tranco, que com a graça do Cristo Redentor, nunca mais se levantarão. É a luta do bem contra o mal; o bem sempre vence.


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