Publicado por: Dirceu Rabelo | 26/01/2011

Ser, ou não ser poeta… Eis a resposta!

Ser, ou não ser poeta…

Eis a resposta!

Dirceu Rabelo

 

                                                        Nietzsche em 1882

 

Eu, como bom mineiro,

Ando desconfiado

(Já tem até caso confirmado)

Que tem muita gente amiga

E que dá uma boiada

Para entrar numa briga

Gente boa,

De conduta reta,

Que jura que eu não sou

E nunca fui poeta!

Talvez seja por isso

Que agora escrevo

Procurando rima

Para “ser ou não ser”;

Ou então me atrapalho

Quando calculo métrica

Para a estrofe se ajeitar.

É minha idéia arrefecer…

 .

Já andaram me dizendo

Que nesses poemas modernos

Rima e métrica já são passado…

Mas,  só agora foram me dizer?

 .

Mas o negócio, é que estou nos sessenta,

Dobrando o Cabo da Boa Esperança;

Sou o próprio enigma da esfinge.

Rimar é bonito e me assenta.

Afinal, sou sim, poeta!

O que vem de baixo

Não me alcança,

E o que vem de banda

Não me atinge!

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