Publicado por: Dirceu Rabelo | 24/03/2011

NÃO MIJARÁS NA PÓLVORA!

NÃO MIJARÁS NA PÓLVORA!

 Dirceu Rabelo

 

Não é um mandamento, mas deveria ser; o décimo primeiro! Que coisa mais nojenta sô! O cara te promete as coisas e simplesmente faz de conta que nem é com ele; não cumpre! Total falta de responsabilidade e de respeito.

O que tem de político brasileiro então, que promete e não cumpre o prometido, dá para encher navios e exportar. O que, aliás, seria uma boa medida. Imagine mandar os maus políticos – a quase totalidade – para o Iraque, Afeganistão, Burundi, Líbia e outros paisecos aqui mesmo da América do Sul e Central. Que alívio!

Aqui na terrinha, tem muita gente que para obter pequenos favores, promete uma galinha gorda, uma leitoa, uma dúzia de ovos, etc., e sempre volta a pedir os mesmos favores e a prometer as mesmas galinhas, leitoas e dúzias de ovos. Tudo, na maior careta de pau.

De duas, uma: ou essas pessoas se acham malandras demais, ou nos acham otários o bastante, para sempre creditarem em nossa conta mais uma “oferenda” que nunca virá.

Buscando no livro “Deficiências e propensões do ser humano” de Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol), o mestre da logosofia, encontramos a seguinte citação sobre a propensão a prometer: “Disso se conclui que a propensão a prometer anda de braços dados com a irresponsabilidade, e não poucas vezes é sustentada pela vaidade. Mas também costuma ser respaldada pela audácia, circunstância esta que agrava a situação do indivíduo, que faz da promessa um meio para surpreender a boa fé do próximo em seu próprio benefício”. 

E aqueles que começam a prometer mundos e fundos quando se aproxima o ano novo: – Vou parar de beber! Este ano eu paro de fumar! Vou emagrecer 30 quilos!

Já ouvi dessas promessas, às 10h da noite do dia 31 de dezembro de uma fumante: “A partir da meia noite não fumo mais!”. E nós ali tomando uma cerveja e ela parecendo uma locomotiva, fumando um cigarro atrás do outro. Quando deu meia noite, ela “cumpriu” a promessa; amassou o maço de cigarros, com metade deles ainda a serem fumados e os jogou longe no quintal.

– Que maravilha! – pensei – Menos uma fumante no mundo.

Foi só dar uma hora da manhã do ano novo, que tinha “gente” na horta buscando a preciosidade amassada para dar suas pitadas. Não aguentou nem esperar um pouco mais…

Pra que prometer então, se sabe que não vai cumprir, ou não tem certeza se vai conseguir cumprir o que prometeu?

E aqueles que prometem chegar na hora aprazada para uma reunião ou um encontro, e quando vão, chegam meia hora depois do horário e ainda perguntam se estão muito atrasados? Dá vontade de usar a lei do Alcorão e dar-lhe 50 chibatadas em praça pública. Não só pelo atraso, mas pelo conjunto da obra: atraso e cara de pau. 

Ajoelhou, tem que rezar. Prometeu tem que cumprir. Abaixo os prometedores de plantão que ficam a zombar da gente e a tirar proveito de favores que prestamos a eles, na maioria das vezes, sem lhes cobrar nada. Eles é que têm propensão a prometer e de não cumprir.

Coisa feia! Ai! Ai! Ai! 

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