Publicado por: Dirceu Rabelo | 26/04/2011

CONHEÇA UM POUCO DA BARRAGEM DE DOM JOAQUIM/MG

A importância da Barragem para

o Turismo e a Cultura do

Município de DOM JOAQUIM/MG

Dirceu Rabelo

A Barragem ao entardecer – Foto de Marília Escobar Thomaz Rabelo 

A barragem do Rio Folheta já teve seus tempos áureos como usina hidrelétrica. Inaugurada em 1940, foi desativada com a chegada da CEMIG em 1979 no mandato do prefeito “Barriado”, e graças ele e mais alguns dom-joaquinenses tidos na época como visionários, hoje ela está lá quase intacta e transformou-se no “Complexo Turístico do Recanto da Represa”. O primeiro passo foi dado então, pelo prefeito Geraldo Madureira Simões, o “Barriado”, que desmanchou a ponte de madeira e construiu aquela preciosidade que se encontra lá até hoje; uma fortaleza em forma de ponte. As pedras para a construção da ponte, ele conseguiu, retirando-as do fundo do atual piscinão e com o restante ele fez o paredão desta primeira piscina para adultos, mais funda.

O prefeito que o sucedeu, Hélio Thomaz Neto (Nonô) continuou a transformá-la em área de lazer para a comunidade, através de um projeto do engenheiro dom-joaquinense Reinaldo Fernandes Lages. Neste projeto entraram mais duas piscinas de águas correntes e a construção de um bar/restaurante de dois andares, onde antes estava a usina de geração de energia e um chuveirão. Os outros prefeitos que o sucederam foram adicionando alguns itens importantes ao chamado “complexo”, assim como banheiros, praias artificiais, quadra poliesportiva, área de camping com boa infra-estrutura, iluminação aérea da área de camping, área de lazer infantil, arborização, etc.

Para a comunidade dom-joaquinense, a Barragem ou o Recanto da Represa é o cartão postal da cidade, ou melhor, é até mais, porque é naquele lugar aonde os nativos vão para se refrescar em suas águas limpas e de cor verde-esmeralda, naqueles meses mais quentes, que vão de setembro a abril. Para os visitantes é o “paraíso”, pois, além de bonita, a Barragem está sempre limpinha e para entrar não se paga nada… Nunca se cobra taxa, nem no carnaval, quando quase cinco mil pessoas de toda a região, de outras cidades de Minas e de outros estados se acotovelam ali nos quatro dias da folia de Momo, sob os olhares protetores e vigilantes de seguranças da Prefeitura e de soldados do Corpo de Bombeiros que são requisitados para os grandes eventos.

Saldo disso tudo: acaba o carnaval e nem um corte com cacos de vidros o hospital recebe para socorrer. É terminantemente proibida a venda de bebidas em garrafas de vidro, e copos, só de plástico. Para entrar na Barragem, a pessoa que estiver portando uma garrafa de vidro tem que deixá-la com os seguranças que ficam próximos do Hospital Nossa Senhora das Graças.

A Barragem não é só importante para os dom-joaquinenses; não! Ela foi e é tão importante, que jornais regionais já fizeram várias reportagens sobre o assunto, mostrando como as cidades vizinhas copiaram-na descaradamente. Algumas ainda resistem, mas a grande maioria feneceu com o tempo; foi apenas um arremedo da nossa Barragem que resiste bravamente. Depois do renascimento da Barragem com esta nova roupagem turística, Dom Joaquim deu um salto nesta área e hoje conta com um hotel e seis pousadas e um comércio que cresce a cada dia, incluindo aí, dois bares/restaurantes fixos na represa.

O Carnaval de Dom Joaquim, um dos melhores da região, acontece durante o dia com o trio elétrico e bandas na Barragem e só à noite vai para o centro da cidade, para retornar no dia seguinte à Barragem, onde centenas de turistas se unem aos dom-joaquinenses para uma brincadeira salutar.

Dom Joaquim é associado ao Circuito Turístico Parque Nacional da Serra do Cipó, e tem um artesanato e comidas típicas  já descritos e classificados como de grande importância para a cultura mineira.

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Responses

  1. Dirceu Rabelo aqui não está fando como a energia eletrica chega ate DOM JOAQUIM EU QUERIA SABER COMO CHEGA A ENERGIA ELETRICA ?

  2. Olá Thais! Nossa energia elétrica chega até Dom Joaquim através das linhas elétricas da CEMIG-Cia. Energética de Minas Gerais S/A. Não temos uma usina específica que gera a nossa energia, pois existe o chamado Operador Nacional do Sistema, que regula de qual usina (ou de quais usinas) virá a energia em certa época para Dom Joaquim e municípios da região. É como se a linha fosse uma só, que concentra todas as usinas do sudeste e vai distribuindo a energia. Mais ou menos isso… Deu para entender? Um abraço!

  3. fala sobre dom joaquim e nao falar de tiao rita o senhor q fez muito pela cidade entao estou aqui como neto relembrando um pouco da historia da cidade ok!

  4. Caro Kelven,
    Você está sendo injusto comigo, pelo simples fato de não ter sido mais ousado, ou, digamos, menos preguiçoso. Você procurou um pouco mais em nosso blog, para dizer que nos esquecemos dessa grande figura histórica e folclórica de Dom Joaquim, que foi Tião Rita?
    Você, por acaso buscou na Categoria “Crônicas”, o título “Aviação, minha Grande Frustração”? Lá eu falo no velho e bom Tião Rita, seu avô.
    Você procurou na Categoria “Causos” – o título, “Plantação de quê mesmo?”… Pois é! Com certeza não procurou, e lá eu também me lembrei e comento sobre o amigo Tião Rita.
    Veja depois em nosso livro “Palavras Lavradas” que também fala sobre seu avô.
    Um abraço deste dom-joaquinense que não se esquece de seus vultos históricos.


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