Publicado por: Dirceu Rabelo | 20/07/2011

MAPA DA MINA! O QUE FALTA NO TEXTO?

O QUE FALTA NO TEXTO ABAIXO?

NÃO OLHE A RESPOSTA!

VEJA SE VOCÊ DESCOBRE O QUE ESTÁ FALTANDO NO TEXTO…

VOCÊ CONSEGUE…

“Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o “E” ou sem o “I” ou sem o “O” e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o “P”, “R” ou “F”, ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. “Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.”

Descobriu?

A resposta está abaixo. Antes de ir lá, tente outra vez…

 

 

 

 

 

 Resposta: O texto não tem letra “A”… Eu dei uma dica na foto: olha o tamanho do “A”… Trocadilho terrível; eu sei! (Dirceu Rabelo)

NR) Texto enviado por Cícero Melo (Poetas del Mundo – Brasil)

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Responses

  1. No había notado la falta de la “A”, pero sí muchas Oes:-) Una hermosa ocurrencia este texto, así como su contenido. Idiomas que permiten sentir diversas formas de un mismo sentimiento, con claroscuros y notas sutiles que diferencian en grado una sensación. En inglés no ocurre lo mismo, como sabemos. Estoy aprendiendo portugués sin darme cuenta! Abrazos.

  2. Obrigado Zelle, pelo inteligente comentário. É verdade que tanto o português, o espanhol, francês, italiano e todos os idiomas que originaram do latim, são maravilhosos e pessoas que não conhecem essas línguas, se desdobram em elogios à sua sonoridade e também pela dificuldade ao escrevê-las. Você, com certeza aprenderá o português com muita facilidade e eu irei aprendendo cada vez mais o espanhol.
    Você sabe o que é “saudade”? Saudade é uma palavra que só existe no português e para nós poetas, “saudade é o amor que fica”. Veja meu minipoema abaixo. Grande abraço!!!

    SAUDADE DANADA

    Dirceu Rabelo

    Mas que dor doída é a da saudade
    Que traspassa o peito da gente
    Como punhal de lâmina cortante
    Não importa, se gente pobre ou rica
    Quando se tem mesmo saudade
    De alguém, um lugar ou fato distante…
    Pois a danada da latente saudade
    É exatamente aquele amor que fica.

    Para os leitores de ZELLE VINTAGE

  3. SAUDADE! Hermosa palabra, nostalgia, recuerdo… una palabra que he escuchado algunas veces pero aquí en es este poema se torna muy intensa. Eu aprenderé o português com muita facilidade… Ojalá. Lo deseo, no conozco Brasil pero me fascina siempre. Así que tengo saudade de algo que todavía no puedo dominar, este hermoso idioma que tiene el don de hacer cantar el corazón de quien lo escucha;-). Un abrazo grande y muchas gracias por este hermoso poema que voy a publicar en mi blog en español, pero sin traducirlo. Es hermoso tal y como se ha escrito. Gracias!

  4. http://rostrosymascaras.tumblr.com/post/7886062495/saudade

    Abrazos!

  5. Mais uma vez muito obrigado Zelle, pelos seus comentários sempre inteligentes e que chegam a me emocionar. Algo me diz que você é poetisa ou tem alma de artista ou é artista. Será uma honra para mim ter um pequeno poema de minha autoria, publicado em seu importante blog. Estou sempre entrando no seu site e vendo tudo o que anda acontecendo por aí e que você coloca como destaque. Parabéns pelo belo trabalho. Grande e carinhoso abraço brasileiro.

  6. Foi a glória para mim, ver meu pequeno poema “Saudade Danada” publicado na sua página “Rostros y Máscaras” do ZELLE VINTAGE. Do Brasil para a Espanha e da Espanha para o Mundo…

  7. La vida es una poesía que me inspira, no sé si soy poetisa o no, pero me gusta de vez en cuando escribir algún poema, pero hace tiempo que no lo hago. El arte en muchas de sus dimensiones me apasiona, es muy cierto, claramente sabe conocer estos aspectos, es verdad. Soy yo quien se siente tan agradecida por sus letras de poema, su amabilidad y la hermandad entre nuestros dos pueblos, Viva o Povo Brasileiro… leí este libro de Jorge Amado hace mucho tiempo. Creo que heredé de mi padre mi deseo de escribir El publicó ya unos libros, pero yo… algún día quizás, no tengo la menor idea. Besitos a los gatitos o gatitas suyos. Abrazo de España a Brasil y al Mundo, sí.

  8. Deixe a humildade para lá e comece a escrever. Seus comentários já são meio poemas. Quero receber logo, logo um livro seu. Estou com um livro quase saindo do “fôrno” e quando isso acontecer mando-lhe um. Li o “Viva o povo brasileiro!” de Jorge Amado, que embora amado por nós, era odiado pelos militares da ditadura.
    Minhas gatinhas retornam-lhe muitos miaus e rons-rons! Grande beijo!

  9. Jajaja, cuando leía esto mi gatito ha estornudado! Que divertido!!
    Beijjos para las “gatinhas”, miau miau marramiau!

    Gracias por las palabras y el deseo de enviarme el libro. Con mucho gusto lo leeré cuando salga del horno! Besos Grandes también!

  10. Beijos, no beijjos, mal teclado de la computadora ;D

  11. Olá Zelle,

    O livro não demora a chegar aí na querida Espanha de mi sueños. Bom fim de semana para você e para seu gatinho. Beijão!

    Aí vai mais um poema:

    LEPIDÓPTERO ETERNUM
    .
    Dirceu Rabelo
    .
    Não aceito a velhice,
    assim como a lagarta
    não aceita a sua condição de larva,
    e luta por sua transformação,
    mesmo quieta, no casulo
    esperando tranquila, sozinha, serena…
    .
    Transformei-me em crisálida!
    E aguardo ansioso, solitário,
    nesta posição intermediária,
    em que sou somente a mim solidário,
    enclausurado, espírito amalgamado em matéria,
    até que eu me transforme em borboleta.
    .
    Aí, eu voo para o céu, deixando meu invólucro
    e enfim descortinando o temido umbral.
    Agora, já acompanhado
    de milhares de lepidópteros
    que como eu, chafurdaram-se em seus egos,
    à espera de um retorno que nunca chega.
    .
    Dom Joaquim, 13 de outubro de 2009.

  12. De nuevo, gracias por este hermoso poema, la línea final especialmente hermosa y nostálgica. Somos crisálidas en potencia y a veces la fina lluvia de un atardecer nos puede ofrece una nueva y hermosa vida, un regreso también, precioso texto, Dom Joaquim. Un abrazo fuerte!

  13. Zelle,
    Estou tomando a liberdade de enviar-lhe poemas de minha autoria, porque senti que você, como nenhuma outra pessoa, e com a grande sensibilidade que Deus lhe deu, sabe muito bem analisá-los e com isso posso ir melhorando em meus próximos trabalhos. Quem sabe, não venha a fazer um poema cujo título seja: ZELLE?
    Grande abraço!

    • Zelle, el apellido familar de Margaretha Gertruida Zelle, que más tarde sería recordada como Mata Hari o Luz del Alba en sánscrito. Un nombre que me gusta llevar aquí aunque mi verdadero nombre es Carmen. Para mí es una alegría y placer también recibir estos regalos que vienen a través de uno, como lo es la poesía, cuando es auténtica, así como la leo aquí. La inspiración escoge el alma que puede ser capaz de transportarla de ciertas maneras y una de ellas es la poesía, por lo que agradezco sus palabras, estimado Dirceu! Fuerte Abrazo! Sus poemas son bienvenidos y también un puente de comprensión más allá de mi misma. Y por cierto, quizás vaya publicando en mi otro blog rostros y máscaras los poemas que fuí escribiendo hace tiempo en un blog que se quedó en un rinconcito de internet:-)

  14. Carmen! Não sabia que Mata Hari se chamava Margaretha e muito menos Zelle, mas é muito belo. Peço-lhe que os poemas que você for escrevendo, mande-os para mim, porque na medida do possível vou publicá-los aqui no nosso blog. Grande e forte abraço.


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