Publicado por: Dirceu Rabelo | 16/03/2012

A OPINIÃO DOS OUTROS

A OPINIÃO DOS OUTROS

Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito.

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É autossuficiente.

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir o peso.

Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiura com cirurgia plástica.

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

A meditação é excelente ferramenta de autoajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do Espírito imortal.

O importante mesmo é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.

* * *

Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.

Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.

Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a autoestima.

Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.

E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.

Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.
Em 01.06.2009. KARDEC ONLINE

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Responses

  1. São fórmulas as vezes difíceis de seguir, né…eu tenho um problema se as pessoas não reconhecem meu caráter, o qual tenho orgulho em ter. sempre fui muito julgada pelos outros, por causa de meus cabelos que sempre gostei de colorir, tatuagens, piercings, meu jeito extrovertido de ser, sempre fui mal interpretada, e o que sempre me encomodou foi não ter o reconhecimento de que tenho um bom caráter, hoje muitas pessoas que me julgaram no passado me enxergam além da aparência física. graças a Deus

  2. Olá Rossanna!
    Eu também tive uma juventude de dificuldades de entendimento com as pessoas mais velhas, pois sempre fui e continuo sendo muito livre naquilo que quero fazer. Claro, sem com isso estar entrando no direito das pessoas.
    Era um rapaz jovem em 1965 e usava tudo da moda “Beatles”, como cabelos compridos, calça justa e tudo o mais. Para eles, eu era o rebelde.
    Você, cara amiga, se está se sentindo bem com suas mechas coloridas, piercings e tatuagens diversas… Que se dane a opinião alheia! Mais dias, menos dias, elas vão reconhecer em você “o espírito” inovador e de boa índole que está dando vida a este corpo físico que ficará aqui na terra.
    Grande abraço fraternal.


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