Publicado por: Dirceu Rabelo | 19/12/2012

SUICÍDIO DOS ANIMAIS

 

SUICÍDIO DOS ANIMAIS

.

Cão boca de golo

A foto é uma mera brincadeira, por mostrar o lado humano do animal, mas o assunto é sério.

 “Há alguns dias o Morining-Post contava a estranha história de um cão que se teria suicidado. O animal pertencia a um Sr. Home, de Frinsbury, perto de Rochester. Parece que certas circunstâncias o tinham como suspeito de hidrofobia e que, por conseguinte, o evitavam e o mantinham afastado da casa tanto quanto possível. Ele parecia experimentar muito pesar por ser assim tratado, e durante alguns dias notaram que estava de mau humor, sombrio e angustiado, mas sem mostrar ainda nenhum sintoma da raiva. Quinta-feira viram-no deixar o seu nicho e dirigir-se para a residência de um amigo íntimo de seu dono, em Upnor, onde recusaram acolhê-lo, o que lhe arrancou um grito lamentoso.

  Depois de ter esperado algum tempo diante da casa, sem conseguir ser admitido em seu interior, decidiu partir e viram-no ir para o lado do rio, que passa perto de lá, descer a ribanceira com passo deliberado; em seguida, e após voltar-se e soltar uma espécie de uivo de adeus, entrou no rio, mergulhou a cabeça na água e, ao cabo de um ou dois minutos, reapareceu sem vida à superfície.
  Segundo dizem, este ato de suicídio extraordinário foi testemunhado por grande número de pessoas. O gênero de morte prova claramente que o animal não era hidrófobo.
  Este fato parece muito extraordinário. Sem dúvida encontrará incrédulos. Contudo, diz o Droit, não lhe faltam precedentes.
  “A História nos conservou a lembrança de cães fiéis, que se deram a uma morte voluntária, para não sobreviverem aos seus donos. Montaigne cita dois exemplos tomados da REVISTA ESPÍRITA:
  Antiguidade: ‘Hyrcanus, o cão do rei Lysimachus, seu dono morto, ficou obstinado sobre sua cama, sem querer beber nem comer, e no dia em que queimaram o corpo, correu e atirou-se ao fogo, onde foi queimado. O mesmo sucedeu com um cão chamado Pyrrhus, porque não saiu de cima do leito do seu dono desde que este morreu; e quando o levaram, deixou-se levar e, finalmente, lançou-se na fogueira onde queimava o corpo de seu dono.’ (Ensaios, livro II, capítulo XII). 
  Nós mesmos registramos, há alguns anos, o fim trágico de um cão que, tendo incorrido na desgraça de seu dono, e não achando consolo, tinha-se precipitado do alto de uma passarela no canal Saint-Martin. “O relato muito circunstanciado que então fizemos do caso jamais foi contraditado, nem deu lugar a qualquer reclamação das partes interessadas.” (Petit Journal, 15 de maio de 1866)
  Não faltam exemplos de suicídio entre os animais.
  Como foi dito acima, o cão que se deixa morrer de inanição pelo pesar de haver perdido o dono, comete um verdadeiro suicídio. O escorpião, cercado por carvões em brasa, vendo que dali não pode sair, mata-se. É uma analogia a mais a constatar entre o espírito do homem e o dos animais.

Fonte: Revista Espírita Fev./1867
Leia Mais! SUICIDIO DOS ANIMAIS – Kardec Online
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial
Follow us: @KardecOnline on Twitter | 116444851761244 on Facebook


Responses

  1. Interessante sua analogiia, e poderia citar os comuns casos de casais de pásarinhos que quando morre um logo o outro fica amoado, deixa de comer e também morre…mas a pergunta é: se nós hmanos temos que responder por tirar a vida de outrem ou a nossa própria, como se daria esse mesmo julgamento para os animais não-hmanos no plano espiritual?

  2. Não acontece nada com eles, que eles possam responder pelo ato “impensado”, querida Bia, simplesmente porque eles agem por instinto, embora tenham amor imenso por nós humanos. Eles não têm que “pagar” por isso ou por aquilo que fizeram, porque não têm um espírito ainda formado. Se ficaram muito tristes pela partida do dono para o Plano Espiritual e deixaram de comer até à morte, simplesmente retornam depois que seus donos retornarem, mesmo que tenham que reencarnar na família deste, para aprenderem sempre e evoluírem sempre. Nós somos como deuses para eles e seu amor por nós é incondicional. E eu estou falando de todos os animais que convivem conosco, porque até mesmo uma galinha cega que eu tive, e que criei desde pintainha, ela demonstrou me amar e morreu nos meus braços de velhice e se você me permitir, depois passo a você uma crônica que fiz para ela.
    Grande abraço fraternal!


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: