Publicado por: Dirceu Rabelo | 06/01/2013

EU TOMO REMÉDIO CONTROLADO E NÃO SOU MALUCO

EU TOMO REMÉDIO CONTROLADO E NÃO SOU MALUCO

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medicamento-tarja-preta

Depois de anos e anos me achando meio esquisito, diferente dos meus amigos, colegas e parentes, saí da infância e entrei na adolescência. Piorei! Achava-me mais estranho ainda; aliás, nem era só mais estranho que eu me achava; deslocado é o termo mais completo, para tudo que eu sentia com relação à vida, às pessoas, aos estudos, ao trabalho, ao amor…

De início, eu me agarrava ao fato de ser aquariano – “aquele que está a cem anos na frente…” – mas, depois vi que eu era de outro planeta mesmo, tinha alguns parafusos a mais ou a menos, conforme o momento e a situação em que era observado.

Alguns me achavam agitado, para outros, inconstante, para alguns, inteligente demais… O certo é que normal eu não era e estava na cara. Mas, nunca cheguei a ser taxado de maluco.

Veio a fase adulta e meus relacionamentos foram fugazes como chuvas de verão, sempre com raios e trovões, mas devido ao meu temperamento pacífico, esses sempre terminavam em calmaria. Era tudo rápido; nada duradouro!

A ansiedade tomou conta de mim em certa época de minha vida em que me entreguei a várias causas de uma só vez, sem olhar para dentro de mim. Não sabia dizer “não” e nos vários “sim” errados, me lasquei de tal maneira que minha fuga foi a bebida alcoólica, minha companheira dos finais de semana, até então. Bebia em casa e escondido de todos. Bebia muito, pois tinha quantidade e qualidade de bebidas e só parava quando meu organismo não aguentava mais.  

Espírita, atinei que espíritos inferiores estavam se aproveitando de minha fraqueza, para se deleitarem e estavam deitando e rolando comigo no vício terrível.

Procurei uma grande psiquiatra em Belo Horizonte que me deixou falar tudo que eu sentia, e eu que já me imaginava alcoólatra e depressivo recebi no final da primeira consulta, duas boas notícias: eu não era alcoólatra, nem depressivo. Alcoólatra, segundo a psiquiatra, não consegue conviver com bebida alcoólica sem recaídas, e eu ficava entre um grande porre e outro, três a quatro meses sem tomar uma dose sequer, com a minha casa e meu pequeno comércio cheios de bebidas e mais bebidas. A depressão, explicou a doutora, leva a pessoa a se isolar meses ou anos a fio, se não for medicada. E isso não acontecia comigo.

Ela detectou em mim, algo já inato, que já estava no gene de algum familiar, um transtorno de humor (não bipolar) que com alguns medicamentos, sendo um deles tarja preta, me faria outra pessoa, com a cabeça nova para seguir a vida e sem necessidade de algo para servir de fuga, como drogas ou álcool, por exemplo.

Que mudança radical! Desvencilhei-me do álcool e dediquei-me ao trabalho e à Doutrina Espírita com os vários afazeres que ela nos impõe. Escrevi e lancei livro, estou lançando outro, mantenho este blog, com mais de um milhão de visitantes só em 2012, ganhei prêmios, qualidade de vida, autoestima e vivo bem com os meus medicamentos e juro que não sou maluco.

Verdade! Pelo menos, eu acho… E meus netos também! Esses já me acham um grande palhaço.

Só está faltando amor na minha vida, e medicamentos não resolvem isso…

 

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Responses

  1. Caro Dirceu boa noite,que linda história de vida, gostei sou seu seguidor neste blog admiro muito sobretudo os seus livros, obrigado por partilhar a sua história de vida e seu blog.
    sou de uma simpática ilha em portugal «ilha da Madeira» e a necessidade que tive em seus livros foi, sou marinheiro de profissão e a leitura acompanha-me sempre com o meu livro electrónico «kindle», já fui navegando várias vezes até ao seu País que muito admiro e tendo como passatempo os seus livros em PDF
    meus sinceros agradecimentos
    Élvio Pereira

  2. Caro patrício Elvio Pereira,
    Muito boa noite!
    Fico muito feliz quando recebo comentários de amigos da “boa terrinha”, daqueles que são conterrâneos de meus antepassados.
    Conheço o Brasil inteiro, de norte a sul e um pouco da América Latina e agora em abril vou conhecer Portugal, chegando por Lisboa e depois, ainda chegarei a Madri na Espanha.
    Que bom que você como homem do mar, tenha tempo para ler os nossos livros em pdf. Faça bom uso! Leia bastante que a leitura é uma maravilha.
    Escreva-nos sempre fazendo os seus comentários que muito nos alegra.
    Um dia, quem sabe?, talvez eu chegue à maravilhosa Ilha da Madeira tão famosa!
    Grande abraço fraternal e Feliz 2013!

  3. Dirceu, gostei muito da sua história . Principalmente po não ter vergonha , pois isso acaba ajudando , outras pessoas . Gostaria de corresponder com vc. Pois achei interessante , eu também frequento o espiritismo , gostaria de trocar ideias . Parabéns pela coragem …

  4. Ivete, minha querida!
    Minha intensão quando escrevi esta pequena crônica foi exatamente essa: passar para as pessoas que bebem, ou que se drogam para fugir dos seus problemas, que a fuga de nada adianta. O melhor mesmo é procurar o maior de todos os médicos, o melhor de todos os psiquiatras: JESUS!
    Se você quiser falar em particular comigo, anote aí meu e-mail: rabelodirceu@yahoo.com.br
    Um grande abraço e que Jesus a proteja, agora e sempre!


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