Publicado por: Dirceu Rabelo | 23/01/2013

MONÇÕES DAS VAIDADES – POESIA

MONÇÕES DAS VAIDADES – POESIA

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Monções8

MONÇÕES DAS VAIDADES

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Dirceu Thomaz Rabelo

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Lá se vão as nuvens das vaidades

Que ainda há pouco ribombavam

Por detrás das montanhas da vã admiração

Agora, estilhaçam vidraças de ternura

Com o fel amealhado a tempo de ingratidão

Semeando saraivadas de setas maldosas 

Vendavais destruidores de difamação vil

Atirando raios obstinados de ódio rútilo

Levados pelas torrentes atormentadas

De espíritos impuros que celebram júbilo

Ao ver que seus meios alcançaram os fins

Desgostosos e rudes dias para aqueles que

Não se dão conta de que agora decaídos são

Saem das nuvens e têm seus pés no charco

Acordam então para um pesadelo em vida

Não se aceitam mais, e é grande o desvario

Ao encarar a cilada armada pelo destino

Que eles mesmos traçaram, para ser seu carma.

Dom Joaquim, 19 de janeiro de 2013 

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