Publicado por: Dirceu Rabelo | 19/04/2013

O QUE É O PASSE?

O QUE É O PASSE?

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Passe 2

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Livro: O Passe: Eficácia, interpretações e implicações

Autor: Geraldo Panetto

O passe pertence às leis naturais.
Ele é um atributo tanto do espírito encarnado como desencarnado e pertence à ordem dos fenômenos psíquicos. Segundo a Teologia, a cura pelo passe é chamada de milagre, independente de raça, cor, ou credo e até mesmo de posição social. Segundo o conceito espírita, a cura pelo passe pertence às leis naturais, não havendo, portanto nenhuma alteração nessas leis. Ela se dá simplesmente pelo merecimento de quem o recebe. Milagre não existe. Podemos até, por força de expressão, dizer: “Foi um milagre”, mas isso não expressa a verdade. Esse termo não faz parte do vocabulário espírita.

O passe não é nada de extraordinário como se possa imaginar, no entanto, quantos absurdos giram em torno dele! Nada fora da normalidade, como muitos acreditam. Ele é tão simples que qualquer pessoa pode aplicá-lo Criam-se imagens tão absurdas em torno do passe, que muitos chegam, em algumas Casas Espíritas, a dar aulas de anatomia para aqueles que vão aplicá-los, inventando, até palavreado cheio de fantasias, com gesticulações e técnicas, como se o aplicador possuísse uma máquina para fazê-la funcionar.
Por ser de natureza espiritual, podemos dizer: passe espírita. Ele também é caracterizado como passe magnético por serem utilizadas energias orgânicas geradas pelo ser humano. Muitos o separam como se o passe espírita diferisse do magnético. Diz-se espírita, por pertencer a esse meio.

É bom que saibamos que se trata da mesma ordem. A denominação magnetismo, dá-se em razão de os fluidos emanados dos espíritos ou do médium serem incorporados ao enfermo pelo processo de atração, como já foi dito. Denomina-se magnético por serem os fluidos, de ordem física (fluido animal), oriundos do próprio médium. Em verdade, segundo os próprios espíritos, eles formulam o medicamento curativo compondo seus fluidos espirituais com os fluidos animalizados dos encarnados e com substâncias da terra, de rochas, do ar, da água, de árvores, de plantas medicinais, de musgos, etc., compõem o medicamento.

O passe foi incluído nas práticas doutrinárias espíritas como auxiliar nos recursos terapêuticos. A terapia do passe na Casa Espírita é utilizada tanto no tratamento físico como no espiritual. No tratamento físico, serve como bálsamo nas enfermidades orgânicas. No espiritual, alivia os distúrbios do espírito enfermo, reequilibrando seu estado psíquico. Nas reuniões mediúnicas, o passe serve como ajuda fluídica para os médiuns, repondo energias despendidas pelo ato mediúnico. A eficácia do passe depende muito das sintonias que devem ser estabelecidas entre as partes: enfermo, doador humano e doador espiritual.

Sintonia também com as pessoas que os cercam, com o ambiente que deve se formar no recinto. Lembrar sempre que a sintonia com Jesus e acima de tudo, com o Criador, é importante! As sintonias são requisitos indispensáveis. Antes de iniciar o trabalho do passe, faz-se necessário uma prévia preparação dos que vão aplicá-los, com uma prece inicial e outra no final em agradecimento aos espíritos.

Porque a origem do nome “passe”
Segundo “Dicionário Enciclopédico Ilustrado” de João Teixeira de Paulo, passes são os movimentos das mãos diante dos olhos de uma pessoa. Pesquisas feitas comprovam que a denominação passe originou-se das práticas dos terreiros pelos movimentos das mãos, conforme citamos anteriormente. O passe tornou-se convencional a partir do Cristo pela simples imposição das mãos. A padronização e as qualificações a ele atribuídas são apenas do homem, isto por acreditar serem seus os poderes. Neste caso, é de responsabilidade da casa espírita a orientação que caiba nesse sentido.

Postado por Grupo de Apoio Joanna de Ângelis 

Colaboração: Jandyra Adami – “Associação Internacional PoetasdelMundo”

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Responses

  1. Não sei de onde desencavaram isso mas o passista não absorve os fluidos deletérios dos assistidos. Inventaram não sei qual o motivo mas não tem o menor fundamento

    • Como passista que sou aqui em nossa “Fraternidade Espírita Casa do Caminho”, em Dom Joaquim/MG, posso confirmar o que você diz Eduardo. Li todo o texto e não encontrei nada sobre o assunto. Acho que você está se referindo à imagem que ilustra a matéria acima. Só agora me toquei de que ela não é correta e vou tratar de corrigir isso logo que puder.
      Um abraço fraterno e muito obrigado pelo alerta.
      Feliz 2014!


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