Publicado por: Dirceu Rabelo | 15/08/2013

DISTINÇÃO ENTRE O BEM E O MAL

DISTINÇÃO ENTRE O BEM E O MAL

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Estudo com base no livro terceiro, caps. I do O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)

Pesquisa: ClaudiaC e Elio Mollo
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Zilda Arns Neumann – Médica pediátrica e sanitarista brasileira, desencarnada em 12 de janeiro de 2010 em Porto Príncipe, no grande terremoto do Haiti: exemplo de Espírito Superior dedicado ao bem da humanidade. 
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Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois Deus é o autor de todas as coisas, sendo assim, a lei natural é a lei de Deus e ela está escrita na consciência do homem. É a única lei que conduz o homem à felicidade, lhe indicando o que deve ou não fazer. O homem só se torna infeliz quando se afasta dessa lei. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, o homem poderá conhecê-las sempre que desejar procurá-las, pois elas estão escritas por toda parte. É a lei natural que traça para o homem o limite das suas necessidades. (1)
 
A moral é a regra da boa conduta, é por meio dela que fazemos a distinção entre o bem e o mal. A moral funda-se na observação da lei de Deus. Podemos dizer que o homem se conduz bem quando objetiva o bem de si mesmo e de seus semelhantes observando a lei de Deus. Assim sendo, o bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus e o mal é tudo o que se afasta dela. Portanto, fazer o bem é estar solidário com a lei natural. Fazer o mal é agir contrariando essa lei. (2)
 
O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal, pois Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro. No evangelho de Lucas, 6:31, encontramos: “Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”.  Observando este ensinamento o homem não se enganará. (3)
 
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Pela lei natural e de acordo com sua capacidade evolutiva possuem o grau de liberdade para a escolha do caminho, se escolher um caminho que não está solidário com a lei natural, estará praticando o mal, assim, sua peregrinação será mais longa para atingir a perfeição. Mas que não pensem que será suficiente não praticar o mal, para ser agradável a Deus, para assegurar uma situação melhor no futuro, é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer. (4)
 
Nessa peregrinação, existe a necessidade do aprendizado, portanto, provas naturais se apresentarão no caminho. É necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isso é preciso que ele conheça o bem e o mal. Não há mérito sem luta. Como o homem necessita progredir, as provas a que está exposto são um estimulante ao exercício de sua inteligência, de todas as faculdades físicas e morais, por ser levado a buscar nas pesquisas formas de vencer estas provas, razão pela qual (5) existe a necessidade da (re)encarnação. É a urgência da missão que lhe cabe nos mais diferentes graus. Essas diferentes posições sociais existem na Natureza e estão de acordo com a lei do progresso e tem em vista à harmonia do Universo. Desde que essa diversidade está na ordem das coisas é conforme à lei de Deus, cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades ilusórias.  (6)
 
Deus criou leis repletas de sabedoria que não possuem outra finalidade senão o bem, desta forma o homem encontrará em si mesmo tudo aquilo que é necessário para seguir estas leis, pois seu caminho será traçado pela sua própria consciência que as contém e, além disto, Deus o lembra sempre delas por meio dos seus messias, profetas e espíritos encarnados que tem por missão esclarecê-lo, moralizá-lo e aperfeiçoá-lo. (7)
 
Onde não existe o bem, só pode existir o mal, já que este é definido como a ausência do bem e sendo assim podemos afirmar que deixar de fazer o mal já é o começo do bem.
 
Não há ninguém que não possa fazer o bem. Somente o egoísta não encontra ocasião para praticá-lo. Cada dia da vida oferece a possibilidade de ser útil na relação social, na medida do possível e sempre que o auxílio se fizer necessário, pois o Espírito, seja qual for o seu grau de adiantamento, na situação de (re)encarnado ou na erraticidade, este sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem os mesmos deveres a cumprir, (8)
 
NOTAS:
(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questões: 617, 621, 626 e 633.
(2)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 629 e 630.
(3)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 631 e 632.
(4)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 634 e 642.
(5)  __________, A Gênese cap. II item 5.
(6)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 634, 635 e 119.
(7)  __________, A Gênese, cap. III, item 6.
(8)  __________, O Livro dos Espíritos, questões: 643 e 888ª.

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