Publicado por: Dirceu Rabelo | 22/08/2014

O MEU ARREBOL – POEMA

O MEU ARREBOL – POEMA

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Dirceu Thomaz Rabelo

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arrebol (1)

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Desanoitece mais um dia; longo dia!

E os últimos fantasmas deixam minha aldeia

Um branco lençol neblínico se diverte

Cobrindo e irritando o sol que se apressa a sair

O olho d’água abre o olhinho devagar

E deixa jorrar suas primeiras golfadas de vida

Chego ao meu roçado com minha afiada foice

Pronto para mais um laborioso dia de pecados

Em vez disso, resoluto ponho-me a matutar:

– Cuá! Vou cortar é coisa nenhuma!

Muito melhor é ser na vida como o arrebol

Que na aurora e no crepúsculo colore o firmamento

Matizando tudo com tons de vermelho belíssimos

Chamando para si, mansamente, a atenção de todos,

E sem prejudicar a quem quer que seja na vida…

Sem raios, trovões, vendavais… Só beleza!

É preciso crescer, fazendo o bem sempre que possível,

E aprender a não prejudicar o semelhante.

Tentarei ser como o arrebol!

Já tenho um grande mestre; o brilhante sol,

Que, quanto mais as nuvens tentam cobri-lo,

Mais seus raios resplendem por entre as frestas

Saindo do óbice umbralino, para a vitória de sua luz.

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Dom Joaquim/MG, 22 de agosto de 2014.

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