Publicado por: Dirceu Rabelo | 12/12/2014

MINHA ALDEIA, MINHA VIDA! – POEMA

MINHA ALDEIA, MINHA VIDA!

Dirceu Thomaz Rabelo

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Treeofwisdom

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Desde que retornei à minha aldeia nativa

Só agora me acho mineiramente representado

Aliás, mais, muito mais – reintegrado mesmo! –

À natureza que me enlaçava na infância.

Sou meio mato, meio terra e bicho todo.

Desdurmo devagar para ver a mais bela e régia cena,

Quando o sol afaga a noite em raios, enciumando a lua.

Bem-aventuro-me com os muitos meigos passarinhos

Que, em algazarra fazem afinados duetos comigo,

Banqueteando-se com todas as frutas do quintal.

Colho hortaliças e os ovos botados no dia anterior…

Parte do que vou guisar está salvo, e eu estou safo!

Quem vê assim pensa que durmo com as galinhas…

Nada! Durmo com as piadeiras corujas e os curiangos!

Sei prezar os “trem” noturnos que só vi no interior.

Céu engalanado de estrelas; galos cantando distante;

Uma sanfona triste lá no morro… Alguém chora de dor!

O olor das flores que só se mostram nessas caladas horas;

Refestelo-me na rede e não penso em nada que seja negativo.

Admiro tudo, desde as sombras das árvores, às luzes da vila,

Até me fixar bem no coruscar estrelar que inspirou poetas,

E que hoje me traz a paz que procurei por tanto tempo…

Vejo nisso, a Infinita Bondade de Deus para com Suas criaturas.

Meu agradecimento a Ele soa como uma oração de alegria pura,

Que percorre numa velocidade inaudita todo o céu, e O encontra…

Depois de tanta luta pela sobrevivência, quando tudo é material,

Chega-nos uma hora em que a parte espiritual é prioritária…

O espírito porfioso precisa de clima para dissecar-se e se conhecer.

Aí ocorrem as mudanças no caráter e na moral do ser humano.

Estou nesta fase…  Difícil, mas necessária!

.

Dom Joaquim/MG, 12 de dezembro de 2014.

 

 

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Responses

  1. Esse de verdade é vc, né?
    Bjs….

    • Como é que você descobriu assim tão depressa? kkkkkk Beijão, querida Kátia!

  2. Amei!

    • Grato, querida Kátia! Ontem à noite eu estava na rede aqui na varanda da minha casa, e somente o silêncio, cortado pelos cantos dos galos e corujas me fizeram versejar isso que saiu aí. Por sorte, hoje pela manhã tudo saiu de minha cabeça como sopa de macarrão de letrinhas… rsrsrs
      Beijo!

  3. Olá meu nobre amigo Dirceu, adorei esse seu poema! Que sejas sempre inspirado e feliz! Obrigado por socializar-nos seu talento poético! Boas Festas, Feliz Natal! Um abraço

    Pajo

    • Sabe, caro amigo e nobre poeta Paulo José – Pajo, quando uma criança aguarda um presente de Natal, mas não sabe ainda o que “Papai Noel” vai trazer para ele e quando o presente chega, ele se encanta de tal maneira com a preciosidade que fica ali, boquiaberto, ele e o presente. Foi assim que recebi este verdadeiro presente do meu sincero amigo. Estou verdadeiramente feliz, porque como ator que fui por longos anos, sabemos que necessitamos de aplausos para nossos “espetáculos”, nossas “representações” que são nossos poemas. Temos de ter a certeza de que fizemos nosso trabalho bem feito ou mais ou menos bem feito. Se assim não acontecer, começaremos a escrever e engavetar tudo, não é mesmo?
      Grato por sua generosidade, caro poeta! E que em 2015 possamos escrever mais e mais e, quem sabe?, até publicar mais um livro. Grande abraço poético!


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