Publicado por: Dirceu Rabelo | 29/03/2015

PAPO APURADO – POEMA

PAPO APURADO – POEMA

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Dirceu Thomaz Rabelo

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Quem na vida já não teve

Altos papos consigo mesmo

Que, na maioria das vezes são silenciosos,

Principalmente, quando se está diante do espelho.

Às vezes destilamos ódios contra as pessoas

Com as quais convivemos nos dias últimos

Tramamos vinganças infantis para os dias posteriores

Por pequenos, ou menores atritos, já ultrapassados;

Contrariedades que nos acontecem no dia a dia

Mas, que ficamos remoendo, como tolos que somos…

Se o chuveiro está ligado e um banho nos aguarda

É o tempo de olharmos uma vez mais nossa carantonha,

Que ainda guarda resquícios de triste passado espiritual

E deixar que uma boa ducha caia suave sobre a gente

Como uma bênção Divina a purificar-nos corpo e alma.

Vem-nos reviravolta e santificante “insanidade”

E em voz alta perdoamos um a um, aqueles pobres irmãos,

Que no passado, certamente seriam nossas vítimas.

E não mais pensamos em vingança e, Oh Santidade!

Chegamos a transformar, num despojamento sacrossanto,

Toda e qualquer insídia escabrosa aos nossos ofensores,

Em jorros de bons fluidos e orações com o amor mais puro!

Comecemos o quanto antes a fazer os resgates ajustados

Do nosso imenso débito largado anotado no passado.

Deixemos deslizar de novos corações, outrora maculados,

Pequenas, cintilantes e puras moedas de caridade…

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(Pelo menos é assim que nos ensinam os bons espíritos,

E assim é que deveria ser…)

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Dom Joaquim/MG, 05 de setembro de 2014.

 .

Espelho4

 

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Responses

  1. É sempre bom lembrar…
    Obrigada por me ajudar.
    Um abraço carinhoso de sua amiga, Marilia Barbosa

    • Como é bom saber que um poema nosso chegou a uma amiga tão querida, assim como você Marília, que também carrega “balaios” da mais pura arte no coração e no espírito. Já há algum tempo venho escrevendo este tipo de poema que são ensinamentos e logo percebi que não estava sozinho nesta espreitada. Tenho certeza absoluta de que bons espíritos estão me ajudando nesta nobre tarefa, embora eu nunca entre em estado de torpor. Fico sempre consciente, mas sabendo ali, de momento que aquelas palavras não são minhas e que sou somente um instrumento para os irmãos poetas que estão no outro plano. Ainda não dei nome a eles porque eles ainda não se manifestaram quanto a isso. Porém, logo que que tiver os nomes desses poetas, vou nomeá-los.
      Grande e fraterno abraço, querida artista e saudosa amiga!

  2. Vou expor um pensamento meu. Kardec disse. Fora da caridade não há salvação. Mas eu digo: Fora da caridade não há evolução!

    • Você reforça, caro José Coutinho, o que disse Paulo e que foi repetido pelo espírito de Verdade a Allan Kardec: Fora da Caridade não há Salvação e nem mesmo evolução. Temos que ser caridosos e não só para com os nossos familiares e amigos, mas também para com os nossos inimigos, o que torna o fardo um pouco mais pesado, mas temos que tentar e com certeza conseguiremos.
      Grande abraço e que o Mestre Jesus o abençoe!


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