Publicado por: Dirceu Rabelo | 29/08/2014

JESUS APARECE A SAULO – CONVERSÃO

Publicado por: Dirceu Rabelo | 22/08/2014

O MEU ARREBOL – POEMA

O MEU ARREBOL – POEMA

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Dirceu Thomaz Rabelo

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arrebol (1)

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Desanoitece mais um dia; longo dia!

E os últimos fantasmas deixam minha aldeia

Um branco lençol neblínico se diverte

Cobrindo e irritando o sol que se apressa a sair

O olho d’água abre o olhinho devagar

E deixa jorrar suas primeiras golfadas de vida

Chego ao meu roçado com minha afiada foice

Pronto para mais um laborioso dia de pecados

Em vez disso, resoluto ponho-me a matutar:

- Cuá! Vou cortar é coisa nenhuma!

Muito melhor é ser na vida como o arrebol

Que na aurora e no crepúsculo colore o firmamento

Matizando tudo com tons de vermelho belíssimos

Chamando para si, mansamente, a atenção de todos,

E sem prejudicar a quem quer que seja na vida…

Sem raios, trovões, vendavais… Só beleza!

É preciso crescer, fazendo o bem sempre que possível,

E aprender a não prejudicar o semelhante.

Tentarei ser como o arrebol!

Já tenho um grande mestre; o brilhante sol,

Que, quanto mais as nuvens tentam cobri-lo,

Mais seus raios resplendem por entre as frestas

Saindo do óbice umbralino, para a vitória de sua luz.

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Dom Joaquim/MG, 22 de agosto de 2014.

Publicado por: Dirceu Rabelo | 09/08/2014

OS CANARINHOS VOLTARAM – POEMA

OS CANARINHOS VOLTARAM

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Dirceu Thomaz Rabelo

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Canarinho cabeça de fogo

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Para meu irmão Márcio Thomaz Rabelo (in memoriam) que amava esses pássaros canoros.

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Estive triste por longos anos

Desde o início de minha história

E de uma infância em que eu era conto.

Achava que nunca mais iria sorrir

Nem ouvir o canto dos canarinhos

Livres, como nuvenzinhas amarelas,

Afanando cores do brilhante arco-íris…

Vaguei bem; vagabundei também!

E a nostalgia ali, visgada em mim.

Quando menino tive a infelicidade

De judiar de um desses pequenos,

Com pedrada certeira de estilingue.

Tinha com eles, uma dívida existencial!

Mas, agora, sem mais nem menos,

(Sei que o homem fez por onde… Na marra!)

Os canarinhos reencarnaram namoradores

E encheram o ar agonizante da minha aldeia

Com seu lindo trinado vaidoso e liberto,

Maravilhando minha decrepitude modorrenta,

E a fealdade de minha vila, entulhada e poeirenta,

Que já foi tão linda e melodiosa (Ah, e como foi!)

Quanto o canto do canarinho cabeça de fogo.

Agora, estaremos juntos na luta para sua sobrevivência,

E a nota promissória começará a ser paga. 

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Dom Joaquim/MG, 08 de agosto de 2014

Publicado por: Dirceu Rabelo | 07/08/2014

A MISERICÓRDIA DIVINA – MENSAGEM DE EURÍPEDES BARSANULFO

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